Quem somos

Sandra

A bicicleta entrou na minha vida como um brinquedo divertido. Durante a adolescência, comecei a usar a bike para ir aos bares, encontrar os amigos, pedalar de noite, na madrugada. Sem saber, me tornei “a menina da bicicleta”. Essencialmente, era a minha companheira de diversão. Passei anos sem a magrela. Desde 2009, um bichinho me mordeu e botei na cabeça fazer uma cicloviagem. Comecei humilde, queria fazer a Estrada Real e, rapidamente, na minha imaginação, virou um projeto de percorrer os sertões, inspirado no meu livro preferido, Grande Sertão Veredas. Por muitos motivos, essa viagem ainda não aconteceu, mas, na virada de 2015 para 2016, fui com meu marido e mais um amigo, que nos encontrou em parte do trajeto, para a Patagônia. Não poderia ter sido mais incrível. A partir daí, comecei a ler mais sobre cicloturismo e sobre bicicleta como modal urbano. Hoje, além de fonte de diversão, desafios e constantes alegrias, percebo a bicicleta como uma alternativa de transporte ativo eficiente para centros urbanos. Da perspectiva da bicicleta, comecei a ganhar um olhar mais apurado para o humano, para o simples, para o essencial. O que mais gosto das experiências em cicloturismo é a proximidade com os eventos e as sençações. Tudo é mais intenso. O tempo ganha outra dimensão, e os encontros inesperados com as pessoas e as histórias que compartilhamos renovam a certeza de que a generosidade e o amor é o que de mais valioso carregamos em nós. Um sorriso, uma acolhida, um abraço, uma amizade nova, a delícia de conhecer um pouco do mundo que cada um traz consigo. A gente não precisa de muito. O mundo está em nós e se potencializa nesses encontros.

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Celina

Sempre gostei de bicicleta mas nunca fui ciclista. Como boa carioca usava a bicicleta pra ir a praia curtindo a linda paisagem que o Rio nos proporciona. Morando no Canada ha alguns anos, ficando mais da metade do ano em temperaturas negativas também nao ajudou a desenvolver um interesse maior em pedalar. Alguns meses atrás procurando um desafio novo para fazer embarquei na viagem que uns amigos ciclistas e meu marido estavam organizando em terras canadenses. Experiência incrível e transformadora. Et voilà, virei ciclista!

 

Fred

Sempre tive bicicleta, mas usava para lazer e preparo físico. Isso mudou em 1998, quando fui pros Estados Unidos. Lá, descobri que uma colega de laboratório holandesa, Marjon, e meu chefe, Bruce, iam e voltavam do trabalho de bicicleta. Foi meu primeiro contato com o uso da bike para mobilidade urbana. Marjon arrumou uma bicicleta para mim e passei a também ir pro trabalho pedalando. Na verdade, ia a todos os lugares de bike. Nunca mais parei. Quando voltei pro Rio, no final de 1999, continuei nesse esquema. Naquela época, não via muitos ciclistas na rua. Em 2015, eu e Sandra fizemos nossa primeira cicloviagem e isso abriu minha mente de novo para outras possibilidades de mobilidade com a bike. Também passamos a conhecer melhor o cicloativismo e nos envolvemos com ele para ajudar a criar uma cidade mais inclusiva, não apenas para os ciclistas, mas para todos.

 

Joao

Desde pequeno, sempre adorei bikes. No começo da adolescencia ja desbravava o transito do Rio pedalando, no inicio na minha Caloi Fórmula C3 e depois na minha boa e velha Caloi 10 – companheira de muitos anos. Ir da zona sul pra Barra pedalando nos anos 80/90 nao era problema, apesar da falta de ciclovias e dos motoristas nao amigaveis. Ir e voltar da casa de amigos de manha, de noite ou de madrugada era frequente.  Ja atravessei o Rebouças duas vezes… :/  A bike era meu meio de transporte.

Tinha planos de fazer a volta da Europa de bike até os 25 anos…

Os 25 anos vieram… passaram… e nada de pedalar na Europa… 🙁     A Caloi 10 ficou de lado, parada no play…   🙁

Veio o Canada, e com ele uma nova bike usada… Algumas pedaladas urbanas, mas nada muito frequente. Até que mudamos pra Toronto. Em 3 semanas, minha Nakamura foi furtada. 🙁   Uma desculpa pra atualizar um pouco… Mais uma estradeira usada… E o pedal voltou a girar! 🙂  Novas vontades, novos planos:  viagens… randonnée (influenciado pela Ana)… Com isso, veio a Jamis gravel!  E finalmente as viagens, inauguradas em grande estilo com Fred, Sandra e Celina! 🙂

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